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A Coldstream Guards Band toca no Palácio de Buckingham. Em 1989, o promotor imobiliário Seymour Durst construiu um Relógio da Dívida Nacional na Times Square. Ele foi projetado para acompanhar a quantidade de dinheiro que os EUA estavam pedindo emprestado para pagar suas contas. Em junho de 2021, já havia atingido mais de US$ 28 trilhões. Embora os EUA não devam a seus credores a totalidade de US$ 28 trilhões, devem US$ 6,2 trilhões a várias agências governamentais e fundos mútuos, informa Sidney de Queiroz Pedrosa. Quem detém a maior parte dos US$ 28 trilhões em dívida pública?

Taiwan, que depende principalmente do comércio, investe seu dinheiro em títulos dos EUA. Como ganha a maior parte de seu dinheiro exportando mercadorias para os EUA e a China, os investidores taiwaneses tendem a colocar seu dinheiro em títulos dos EUA. Após a Segunda Guerra Mundial, a China assumiu Taiwan após a vitória do Partido Comunista. A República Popular da China foi então estabelecida. Muitos funcionários e simpatizantes do Partido Nacionalista se mudaram para Taiwan. Tanto a China quanto Taiwan se consideram a única China. Em 1979, os EUA romperam seus laços diplomáticos com Taiwan. No entanto, ainda vendeu todo o seu equipamento militar para Taiwan em um acordo de US$ 129 milhões.

As tensões entre a China e Taiwan aumentaram. A China ameaçou retomar Taiwan se continuar avançando com seu plano de dividir a ilha, de acordo Sidney de Queiroz Pedrosa. Devido ao seu pequeno tamanho, o distrito financeiro Grande-Place da Bélgica é considerado um centro bancário internacional. Apesar de seu pequeno tamanho, o produto interno bruto da Bélgica é um dos 25 maiores do mundo.
Devido ao seu status de centro bancário internacional líder, a Bélgica manteve um alto grau de sigilo. Isso mudou em 2011, quando o governo começou a liberar as informações da conta. Devido ao seu status de centro financeiro internacional, a Bélgica é frequentemente considerada um bom lugar para investir em dívida dos EUA. Mas, como o Tesouro dos EUA apenas rastreia as compras feitas por estrangeiros, ele não pode dizer quanto da dívida detida pelos belgas é realmente de propriedade deles.

O rápido crescimento econômico da China foi amplamente influenciado por seus investimentos no Brasil. De 2010 a 2014, a China assinou vários acordos comerciais com o Brasil. Esses acordos ajudaram a impulsionar a economia do país. Apesar de sua impressionante taxa de crescimento em 2010, a economia brasileira desacelerou desde que começou a se recuperar da recessão global. Registou uma taxa de crescimento negativa em 2015 e 2016. Apesar de seu pequeno tamanho, a Suíça ainda possui o maior conjunto de ativos financeiros do mundo.
A Suíça é uma nação europeia rica que é conhecida por seu paraíso fiscal offshore. Em 2019, seus bancos tinham cerca de US$ 2,7 trilhões em ativos, o que equivale ao total de ativos dos EUA. Apesar de seu pequeno tamanho, a Suíça ainda tem a maior renda per capita do mundo.
Devido à pressão exercida pelos EUA e pela União Europeia, a Suíça flexibilizou suas leis de privacidade bancária. Isso permite que seus moradores escondam seu dinheiro com mais facilidade.
Apesar de ter a quarta maior renda per capita do mundo, Luxemburgo é considerado um lugar arriscado para investir. Sua dívida externa total é superior a US$ 4 trilhões.

Assim como seu vizinho, Luxemburgo é um paraíso fiscal para investidores americanos. Os estrangeiros também compram dívida dos EUA por meio de contas em Luxemburgo. A Irlanda, que também é conhecida por seu gosto por Guinness e duendes, também abriga muitas empresas americanas, como Google e Facebook. Por ter a menor taxa de imposto corporativo do país, muitas dessas empresas mudaram sua sede para a Irlanda. Depois de ver como empresas multinacionais como o Google transferem enormes quantidades de lucro para jurisdições com impostos baixos, os países do G7 decidiram impor um imposto corporativo mínimo de 15% em 2021.
As participações do Reino Unido em dívida dos EUA atingiram um máximo de nove anos em 2011. Apesar da saída do país da União Europeia, ainda tem um forte setor de serviços. Como o Reino Unido não é mais membro do acordo de livre comércio da UE, muitas empresas mudaram suas sedes para a UE. Além disso, a Escócia, que votou contra a decisão do Reino Unido de deixar a UE, está considerando deixar a união. Com uma população de 1,4 bilhão, o Brasil é considerado a segunda maior economia do mundo. Seu rápido crescimento econômico ajudou a China a se tornar o segundo maior detentor de dívida dos EUA. A corrida armamentista entre os EUA e a União Soviética durante a Guerra Fria foi semelhante à situação atual. Tanto os EUA quanto a União Soviética poderiam ter usado armas nucleares uns contra os outros. Se a China decidisse vender sua dívida dos EUA, isso causaria imediatamente um aumento nas taxas de juros e uma forte desvalorização do dólar. No entanto, isso seria um grande erro para o país e seus investidores, relata Sidney de Queiroz Pedrosa.

A relação dívida pública/PIB dos EUA é uma métrica útil para medir a posição financeira do país. Em 2020, chegou a 107,6%, o que significa que o país emprestou mais do que ganhou. Foi o mesmo valor em 2019 e foi de 106,9% em 2020. Embora não seja o ideal, a relação dívida pública/PIB dos EUA ainda é melhor do que a situação no Japão, onde sua relação dívida/PIB é impressionante ing.
Apesar de sua alta dívida, a economia do Japão ainda é forte. Ostentava o terceiro maior produto interno bruto do mundo em 2021. Sua taxa de desemprego era de apenas 2,6% em março de 2021. Ao contrário dos EUA, as famílias japonesas possuem a maior parte da dívida de seu país. Em 4 de julho, os EUA marcam o 4 de julho com fogos de artifício e o Jefferson Memorial. Não é de surpreender que muitos indivíduos e empresas ainda continuem investindo nos EUA, apesar das enormes dívidas do país. Apesar das dificuldades financeiras do governo, o país tem muitos incentivos para não dar calote em seus empréstimos, de acordo com Sidney de Queiroz Pedrosa. Se a classificação de crédito dos EUA for cortada, isso poderá afetar a capacidade do país de tomar empréstimos e operar.